Livro avalia o impacto das plataformas digitais no jornalismo

A Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) lançou o e-book “O impacto das plataformas digitais no Jornalismo”, cuja organização é do diretor de Relações Institucionais da FENAJ, José Augusto Camargo. Fruto do trabalho de jornalistas e pesquisadores de diferentes áreas, com o apoio da Fundação Friedrich Ebert, a publicação reúne artigos que tratam do impacto político, econômico e cultural das mega corporações mundiais da internet no ecossistema jornalístico brasileiro, notadamente, das plataformas digitais de negócios e de redes sociais. O livro tem o objetivo de traçar, o retrato de como a internet está estruturada no país e seu reflexo sobre o jornalismo

 Noticiário Geral   Junho 13, 2021

Livro avalia o impacto das plataformas digitais no jornalismo

A Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) lançou o e-book “O impacto das plataformas digitais no Jornalismo”, cuja organização é do diretor de Relações Institucionais da FENAJ, José Augusto Camargo. Fruto do trabalho de jornalistas e pesquisadores de diferentes áreas, com o apoio da Fundação Friedrich Ebert, a publicação reúne artigos que tratam do impacto político, econômico e cultural das mega corporações mundiais da internet no ecossistema jornalístico brasileiro, notadamente, das plataformas digitais de negócios e de redes sociais. O livro tem o objetivo de traçar, de forma interdisciplinar, ao longo de sete capítulos, o retrato de como a internet está estruturada no país, seu impacto na contemporaneidade, as consequências da sua presença na sociedade e, especialmente, seu reflexo no jornalismo

Apesar da promessa inicial de ser um espaço de liberdade de opinião, a internet acabou dominada por corporações como Google, Apple, Facebook, Amazon e Microsoft. “Estes grupos, que não são por si mesmos produtores de conteúdo, mas sim intermediadores e distribuidores da produção de terceiros, paradoxalmente limitam o alcance e a qualidade da informação consumida pela maioria das pessoas na rede mundial de computadores. Um dos resultados desta contradição é o enfraquecimento da imprensa escrita”, alerta a publicação.

“Com a emergência das redes sociais na internet, o mercado publicitário vem transferindo seus investimentos da mídia impressa para a mídia digital. Isto causou uma crise no modelo de financiamento da imprensa tradicional. Os jornais e as revistas vêm, ano a ano, perdendo espaço publicitário (…). As empresas de jornais estão fechando, diminuindo suas tiragens, diminuindo o número de trabalhadores, alguns acabam encerrando as edições impressas e ficando exclusivamente com edições na internet E isto tudo tem impactado, inicialmente, o mercado de trabalho dos jornalistas, segundo, a saúde financeira das empresas, terceiro, tem uma consequência na própria organização da sociedade brasileira porque a informação veiculada pela internet, não apresenta, no geral, a mesma qualidade daquela que era veiculada na imprensa escrita. A imprensa digital carece do trabalho de edição criterioso, de seleção, da apuração, que é a essência do trabalho do jornalista profissional”, comenta o organizador da publicação.

A obra apresenta textos de Beth Costa, Camila Ikuta, Dão Real Pereira dos Santos, Jefferson Martins de Oliveira, José Augusto Camargo, Marcos Dantas e Victor Pagani. No final do e-book, o leitor tomará contato com o projeto proposto pela Federação Internacional dos Jornalistas (FIJ) – e encampado pela FENAJ ­– de taxar as grandes plataformas digitais, visando a constituição de um fundo para fortalecimento do jornalismo e pela valorização das e dos jornalistas. Ambas as propostas estão em estudo pela FENAJ que, em meados de 2020, formou um Grupo de Trabalho (GT) para tratar da questão.

O e-book pode ser acessado AQUI

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